Brunch

Passou um tempo, mas não o suficiente para a dúvida que pairava estar resolvida. De qualquer forma, é vida que segue, coração que bate. O Fabio viajou a trabalho mais duas vezes até que eu tivesse resolvido em mim a tranquilidade para estar com outra pessoa sem me sentir traindo ele.

Sim, ele estar viajando foi crucial. Eu não sei ainda dizer olha, tô indo ali. E não dar detalhes. Não foi assim que nos acostumamos, resquício da dominação.

 

A.

Bom, então eis que eu não parei de flertar com aquele amigo que mexia comigo. O mínimo toque desavisado era suficiente para fazer o pensamento parar. Um misto de tesão com curiosidade e carinho demais. Para facilitar, vou chamar ele aqui de A.

Faz três dias, Fabio viajando, fui até a casa de A. para tomar um vinho. Muitos amigos estavam lá e entramos a noite conversando sobre política, mobilização social, manifestações no Brasil… Quando me dei conta, eram mais de 4 horas da manhã e eu estava ali toda me querendo.

Não havia planejado. Até porque me deparei com a dura realidade: desaprendi a fazer isso. Como começar? Tudo bem se eu não quiser só beijar? Como fazer a mão parar de tremer? Estou sendo muito oferecida? Muito intimante? Muito? Bastante vinho. E todos começaram a ir embora.

Essas questões todas foram varridas assim que A. me segurou pela cintura e me apertou contra o seu corpo. Eu pude sentir o corpo dele ali tremendo como o meu e seu pênis duro me intimando.

Só consegui fluir, estar, dar e receber, amar. O mundo foi parando enquanto o dia amanhecia e já não havia mais escuridão para esconder de mim o passo que havia dado.

Mais dúvidas: qual o protocolo? Fico ou vou embora? Durmo? Abraço? Decidi fazer o que quer que tivesse vontade, usando meus sentidos para saber com o que A. estava confortável e só. Mas entendi pela primeira vez as pessoas que narram esses momentos. Não tem resposta certa.

Só me deixei estar até amanhecer mais e fui embora, com a sensação de leveza que fazer amor dá. E a ressaca do vinho.

Nesse dia seguinte, decidi não pensar nos protocolos (isso ainda ía me matar rs). Mando mensagem, ligo, chamo, o que der vontade.

Também decidi ficar tranquila quanto a como lidar com o Fabio. Prefiro não contar espontaneamente. Quero guardar pra mim, como quem não quer dividir o doce para não ficar com menos. Vou deixar fluir.

 

Poliamor

Ainda não deu tempo para amadurecer o episódio, mas já posso dizer que meu coração está tranquilo quanto à convivência de mais de um amor, de amores voláteis ou não. Está tranquilo e saudável.

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One thought on “Brunch

  1. Pingback: Testando a trilha | comendocaetano

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